sábado, 17 de novembro de 2018

POR QUE PESSOAS COM AUTISMO NÃO OLHA EM NOSSOS OLHOS?

Se você reparar, pessoas com autismo não olha nos nossos olhos. Antigamente, pensava-se que era uma questão de indiferença social e pessoal; mas hoje, com a pesquisa demonstrada pelo Centro Biomédico do Hospital de Massachusetts, prova que isso não é verdade.

O que ocorre é que quando uma pessoa com autismo olha nos olhos de alguém o sistema subcortical de seu cérebro fica mais ativada, provocando desconforto nos mesmos.

A recomendação é que olhamos nos olhos das pessoas com autismo, mas com essa informação é preciso não exagerar muito no contato visual.

Glauber Da Rocha é filósofo, pedagogo e especialista em educação especial inclusiva. Trabalha há 5 anos atendendo estudantes com autismo na rede pública de ensino.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Você sabe de onde vem a palavra autismo?


Autismo vem da palavra grega autos, que significa voltar-se para si mesmo. Acredito que essa palavra define muito bem a pessoa com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que a maior dificuldade de quem tem autismo é sair de si para se atentar às circunstâncias que o rodeia. 


É por essa razão que o senso comum costuma dizer que o autista é aquela pessoa que gosta de viver no seu mundo apenas.Realmente, a realidade objetiva é pouco interessante para as pessoas que tem o autismo, mas não significa que ela não quer fazer parte do mundo. e do convívio com outras pessoas. 

Mas, voltando à palavra autismo. Ela foi empregada pela primeira vez pelo psiquiatra austríaco Eugen Bleuler como um dos quatro critérios para o diagnóstico de Esquizofrenia. Para Eugen Bleuler, a pessoa com esquizofrenia tem a tendência a ensimesmar-se, a ficar alheio ao mundo social, a voltar-se para si.

Mas a primeira pessoa a utilizar a palavra autista para designar as pessoas com autismo – e não com esquizofrenia – foi Leo Kanner. Em 1943, o psicólogo norte americano, após estudar 11 crianças com o diagnóstico de esquizofrenia, observou que o autismo era a característica mais marcante nelas. 

Deste estudo surgiu o artigo Distúrbios Autísticos Do Contato Afetivo, onde o diagnóstico da pessoa com autismo passou a se desvincular da Esquizofrenia. 

O termo autismo, enfim, se consolidou de vez com Hans Asperger, em 1944, em seu artigo Psicopatologia Autística da Infância

Ao longo da história houveram vários termos para designar o autismo, como por exemplo: Transtorno Ivasivo do Desenvolvimento, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno Global do Desenvolvimento até chegar o que temos hoje: Transtorno Do Espectro Autista (TEA)

Glauber da Rocha é filosofo, pedagogo e especialista em educação especial inclusiva. Trabalha há 5 anos prestando atendimento especializado a estudantes com autismo na rede publica de ensino.


Você sabia que acreditavam que as mães de autistas levavam a culpa pelo autismo de seus filhos?

Ainda hoje muitas mães de pessoas com autismo se sentem culpadas pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA) de seus filhos - não somente elas mas como muitas mães de pessoas com deficiência.

O que aliás é péssimo, visto que a mãe, por sentir-se culpada, geralmente tem dificuldades de impor limites ao seu filho. De enxergá-lo como uma pessoa antes de tudo. Como um filho como os outros, que precisa de regras e autonomia. 

Esse sentimento de culpa pode ter algo a ver com o que acreditavam sobre a etiologia (causa) do autismo quando o mesmo passou a ter o diagnóstico próprio e não o de esquizofrenia, em 1943, por Leo Kanner.

Leo Kanner, após estudar 11 crianças diagnosticadas com esquizofrenia, observou que a característica principal delas era o autismo. Dessa observação surgiu o famoso artigo Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo.

Para Leo Kanner, o autismo vinha da frieza das mães. Mães geladeiras, como ele costumava dizer. Com os avanços científicos sobre o Transtorno do Espectro Autista essa hipótese foi descartada, mas ainda deixou requícios negativos sobre as mães.

Há também o fato de muitas doenças e deficiências vir das mães, o que ajuda em muito associarem a mãe da pessoa com autismo com a causa do mesmo. Contudo, hoje sabemos que as mães não tem culpa alguma pelo TEA de seus filhos, que a etiologia (causa) ainda é desconhecida, restando apenas hipóteses.

Glauber da Rocha é filosofo, pedagogo e especialista em educação especial inclusiva. Trabalha há 5 anos prestando atendimento especializado a estudantes com autismo na rede publica de ensino.

POR QUE PESSOAS COM AUTISMO NÃO OLHA EM NOSSOS OLHOS?

Se você reparar, pessoas com autismo não olha nos nossos olhos. Antigamente, pensava-se que era uma questão de indiferença social e pesso...