Autismo vem da palavra grega autos, que significa voltar-se para si mesmo. Acredito que essa palavra define muito bem a pessoa com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que a maior dificuldade de quem tem autismo é sair de si para se atentar às circunstâncias que o rodeia.
É por essa razão que o senso comum costuma dizer que o autista é aquela pessoa que gosta de viver no seu mundo apenas.Realmente, a realidade objetiva é pouco interessante para as pessoas que tem o autismo, mas não significa que ela não quer fazer parte do mundo. e do convívio com outras pessoas.
Mas, voltando à palavra autismo. Ela foi empregada pela primeira vez pelo psiquiatra austríaco Eugen Bleuler como um dos quatro critérios para o diagnóstico de Esquizofrenia. Para Eugen Bleuler, a pessoa com esquizofrenia tem a tendência a ensimesmar-se, a ficar alheio ao mundo social, a voltar-se para si.
Mas a primeira pessoa a utilizar a palavra autista para designar as pessoas com autismo – e não com esquizofrenia – foi Leo Kanner. Em 1943, o psicólogo norte americano, após estudar 11 crianças com o diagnóstico de esquizofrenia, observou que o autismo era a característica mais marcante nelas.
Deste estudo surgiu o artigo Distúrbios Autísticos Do Contato Afetivo, onde o diagnóstico da pessoa com autismo passou a se desvincular da Esquizofrenia.
O termo autismo, enfim, se consolidou de vez com Hans Asperger, em 1944, em seu artigo Psicopatologia Autística da Infância.
Ao longo da história houveram vários termos para designar o autismo, como por exemplo: Transtorno Ivasivo do Desenvolvimento, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno Global do Desenvolvimento até chegar o que temos hoje: Transtorno Do Espectro Autista (TEA)
Glauber da Rocha é filosofo, pedagogo e especialista em educação especial inclusiva. Trabalha há 5 anos prestando atendimento especializado a estudantes com autismo na rede publica de ensino.

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